sábado, 26 de janeiro de 2008

Prolixo

Meu problema é a objetividade. Sofro com ela em todos os lugares: na profissão, nos meus textos, nos relacionamentos com a família, com os amigos... Definitivamente, sou prolixo. Mas hoje quero ser direto: tenho medo. E vamos direto à lista de temores porque aspirante à jornalista não pode fazer rodeios.
Tenho medo de não ser útil. De passar a vida toda como se eu não fosse necessário para alguém, ou para algum trabalho.
Tenho medo de fazer com que minha incompetência provisória resolva se perpetuar, aumentando o flagelo que já venho sofrendo.
Tenho medo de que ninguém perceba que, por trás de minha aparente apatia, há uma vontade enorme de crescer, de melhorar, de aprender.
Tenho medo de ser escravo dos meus temores! Tenho medo de não querer ousar! Tenho medo de me esquecer de onde vim para me lembrar onde preciso ir!
Por enquanto, só não tenho medo de escrever! Mas peço encarecidamente que me perdoem por ser tão pouco objetivo!!!

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

lágrimas

chorar é transbordar emoções. é como se os reservatórios da alma não as suportassem e elas vertessem em lágrimas. é reconhecer que se tem necessidades, confrontar-se com a realidade de ser o que se é. chorar é a constatação do homem enquanto pessoa.
hoje eu quero chorar. quero que junto com as lágrimas saia toda minha incapacidade, minha passividade, minha apatia, meus complexos.
quero um choro que exorcise meus medos mais profundos. aqueles que homem algum, por mais astuto que seja, consegue ver. é que as pessoas costumam esperar de mim mais do que posso dar.
hoje tenho lágrimas. dizem que ela rega a fé. então aqueles que, como eu, estão com a fé ressequida, podem servir-se delas. Que ela nos sirva de algo do qual possamos nos orgulhar amanhã.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

luta...

dizem que a vida sem luta é igual a um cachorro sem pulgas. Se for assim eu devo estar com sarna. A situação é tamanha que posso até me dar ao luxo de usar outra metáfora: a de que estou no Iraque. Mas não quero me refugiar em lugar nenhum. Quero apenas aperfeiçoar minhas armas. Ou, voltando à minha situação canina, tomar um bom banho de "criolina" para vencer a sarna. Tanto faz uma coisa ou outra... só não aceito fugir. Morro lutando, me coçando... mas não correndo.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Feliz

Tô feliz!! A virada de ano perfeita! Passei em casa... colinho de mãe, comida da vovó, cheiro de família!! Sem contar os abraços dos amigos. Não há nada melhor do que isso, chegar no "porto seguro" depois de correr atrás da notícia.
É que notícia é igual vizinho na hora do almoço: chega sem avisar. O vizinho ainda senta, fala da filha do outro vizinho enquanto a gente olha pra TV e pergunta: "pra que tirá a chinela, Rita???". A notícia não. Ele entra pela porta da sala e some pela porta da cozinha... Aí a gente sai correndo atrás dela numa São Silvestre tão doida que dá vontade ser queniano pra chegar até o final. É... ao menos até fevereiro é disso que vou viver... de perseguir notícia...
A propósito, amigos, com licença!! Eis que que passou uma por aqui agora há pouco.... preciso pegá-la!!

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Amor, Educação... Respeito!!!

Vez ou outra me pego pensando no seguinte mandamento: "Amar o próximo como a ti mesmo". Jesus era mesmo psicólogo. Amar a si mesmo consiste numa tarefa difícil, num autocontrole constante, em escolhas que não se baseiam necessariamente em nossos desejos, mas em nossas necessidades. Amar a si mesmo é a eterna busca pela maturidade. Somente a pessoa amadurecida pode amar o outro. E o amor, seja por si mesmo ou por quem quer seja, não pode se resumir num sentimento. Amar o outro é não dar a ele um fardo que é seu. É, além de dar a Deus o que é de Deus e a César o que é de César, dar a si mesmo aquilo que é seu. Inclusive a responsabilidade pelos próprios atos. É vontade. Santa Faustina Kowalska ouvia isso do Senhor: "...Sua força está na vontade". E o que mais peço ao Senhor nos dias de hoje é a vontade de amar. Quero começar com os atos. Atitudes repetitivas viram hábitos, e é isso que quero.
Mas não quero ser afoito. Quero contemplar a beleza do amor desabrochando nas pequenas coisas. Essas coisas que como diz o Canção de Maria já não são pequenas na medida em que o amor as engrandece. O respeito, por exemplo. A atitude do "bom dia", do "por favor", do "obrigado". Isso é cortesia, é reconhecer os limites seus e do outro.
Hoje percebi o quanto Deus se manifesta nesses detalhes. Você pode ser um phd em sociologia, mas se está desprovido de educação, mostra que não conhece o gênero humano. E ver isso me entristece. No meio jornalístico eu olho a frieza com a qual alguns conseguem tratar os outros. A informação é mais importante que a fonte. Não há um respeito, um carinho, uma sensibilidade. Há a técnica, o padrão, mas parece que a ideologia se distancia. Eu me entristeço. É como se a informação tivesse um objetivo em si mesma. E se não há uma ideologia no homem, como pode ele querer colaborar para a mudança de um sistema? Como pode esperar a indgnação social com tamanha hipocrisia?
Sabe... esse desabafo sem muita coesão textual é só para expressar um desejo que tenho: Na imprensa ou não, quero acreditar nas pessoas, e quero que as pessoas acreditem em mim. Quero respeitá-las, conhecê-las, tratá-las bem. E se a ideologia é tida como defeito... eis aí um dos defeitos que não faço questão de perder!!!

terça-feira, 23 de outubro de 2007

Dualidade


O homem é mesmo instável, não? Por determinado motivo ele vive dias felizes e, pelo mesmo motivo, ele vive dias deprimentes, incertos. Creio que essa seja a prova de que eu não “sou”, no sentido próprio do verbo. Caracterizo-me por essa “constante” inconstância. Vivo a luta árdua entre razão e sentimentos. Quando entregue aos sonhos e vivendo-os intensamente, recebo um puxão da razão que, com mãos fortes, me chama para o mundo real. Mas o que seria de um homem sem sonhos? Esse poder de fugir da realidade é o que nos anestesia quando o real é por demais palpável. É o que nos possibilita as idéias, as metas traçadas, os alvos escolhidos.
E você quer saber quem sou eu? Sou toda essa complexidade!!! Essa luta em dosar razão e sentimentos e saber quando se deve ouvir um ou outro. Um eterno curioso pela vida. Que percebeu que, às vezes, ela insiste em correr por caminhos diferentes daqueles que esperamos pra ela. Talvez aí esteja a sua beleza... no fato de ser imprevisível. Tenho aprendido que é preciso lhe dar com isso... mas ainda tenho medo dessa contrariedade da vida! Desse seu sinal de que não sabemos nada e de que ela é um eterno aprender, ainda que seja com as frustrações.
O medo inibe a audácia e a chateação cega o espírito. Não quero nem uma coisa nem outra! Resta-me apenas a esperança e o aprendizado.Você ainda quer saber quem sou eu?Hoje sou o homem que ouve: "Pra que tanto medo de perder? A gente só perde o que não tem! O que é eterno vem de Deus... e o que vem de Deus! E o quem vem de Deus ninguém detém!!!"

sábado, 20 de outubro de 2007

OS HOMENS SÃO SENSATOS!!!!!

E os homens afirmam: são sensatos...
E o irmão que sofre
A mão do pobre
Pede pelo que está dentro: em seu cofre

É a democracia...
A diferença dos “ iguais”
Que também querem ser diferentes
Pois a igualdade é desigual

E os homens afirmam: são sensatos
O pai que acorda cedo, esfomeado e com medo
Vez ou outra, em segredo
Se alimenta do temor

É o grito dos “sem-voz”
Que não vêem um “logo após”
Que não vêem um depois

E os homens afirmam: são sensatos...
E o irmão que morre, logo após o porre
Dessa vida corre

É o suplício dos mendigos
Espancados por “sensatos”
Que mendigam por amor


E os homens afirmam: são sensatos...
A fome de quem chora
A sede de quem dorme
Consolo de quem bebe
O sono de quem come

É a disfunção humana
Irracional, mas humana
Não se ouve a consciência
É o sinal da surdez... insensatez

E os homens afirmam: são sensatos
Suicidas omissos
Que defendem a vida
Esquecendo o viver

É a disfunção insana
Do homem, mas insana
Não se enxerga a conseqüência
É o sinal da cegueira... bobeira

Mas os homens afirmam: são sensatos
É o sinal da hipocrisia... insensatez