sábado, 2 de junho de 2012
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Na calçada da vida...
Sentada na escada, em plena quarta-feira à noite, ela olha para a rua. Na calçada que dá acesso ao apartamento onde ela mora o “vai e vem” de pessoas repete o “vai e vem” de lembranças que passeiam dentro dela. Enquanto os olhos vêem fora, o coração sente dentro. A moça sente saudades.Há anos ela saiu de Novo Mundo em busca de um mundo novo. Descobriu cedo que, na vida, são raros os que se realizam sem correr atrás daquilo que querem. Que não se pode esperar que os sonhos venham até nós. Normalmente eles adoram ser perseguidos.
Talvez seja assim que ela enxergue a vida. Como uma grande pista onde não fazemos outra coisa a não ser correr para chegarmos ao final.
O fato é que durante o percurso, é impossível não sentir saudades do tempo de preparação. Daqueles que nos treinam para essa maratona. Daquelas pessoas que nos enchem de carinho, amor, valores... itens essenciais para que sejamos eficientes nessa empreitada. Saudade também é isso: um sinal de que há amor em nós.
A moça sabe disso. Está ciente de que, apesar da saudade, é preciso seguir em frente.
Sentar na escada é apenas um descanso. Às vezes, é necessário. É como uma pausa na partitura, que deixa claro que a música ainda não acabou.
Por isso, se eu pudesse dizer alguma coisa para essa moça que sente saudade dos tempos em que era menina, eu repetiria as frases que Nelsinho Corrêa costuma cantar: “Só se tem saudade do que é bom. Se chorei de saudade não foi por fraqueza. Foi por que amei!!!”.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Eita cotidiano...
Estejamos cientes: Sempre vamos ouvir desaforos. O cara petulante, a moça mal-educada, o sujeito estúpido. No trabalho, então, isso é tão certo quanto o aumento do gás. Lidar com gente é uma arte que exige paciência, bom senso, e uma grande capacidade de auto-controle.Antes de mais nada... ouça em silêncio. Depois, conte até 10. Evite responder de imediato. Em seguida, filtre o essencial, junte o que não presta, e jogue na privada do esquecimento. Lembre-se que, por mais improvável que pareça, tem "cacas" que servem como adubo. Sempre tem alguma merda que nos ajuda a crescer.
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Contradições
Fiquei boquiaberto. Passei a minha adolescência e a minha juventude participando de Ministério de Música. Na época, era raríssimo passar um fim de semana em casa. E, de repente, eu me vejo ali, naqueles jovens,falando de Deus e lendo a bíblia. A Gisele, minha prima Especial, ganhou terço, folhetos, e adesivos. Passou o dia andando pela casa com os presentes. Deus nos visitou na tarde de ontem.
Agora, ao mesmo tempo em que fico emocionado de ver um padre convocando a juventude para trabalhar na messe, fico envergonhado em ver como outros tem o dom de afugentar fiéis da Igreja.
Não faz muito tempo, um dos padres da Catedral de Jacarezinho fez um apelo aos jovens. Eles precisavam de cantores, leitores, e de gente pra carregar os cestinhos no ofertório. Foi um apelo estranho. Era como se ele estivesse chamando a atenção dos jovens para que deixassem de ser irresponsáveis e participassem da liturgia. O que não está de todo errado. Mas é aí que vale a pena refletir um pouquinho.
O jovem, na maioria das vezes, é um ser ideológico. Ele se deixa conquistar por idéias, e ideais. Que idéia um padre passa ao povo, quando celebra a missa como se estivesse apenas cumprindo um compromisso de agenda? Que comprometimento ele espera do povo, se a vocação dele próprio parece um fardo que se empurra com a barriga? Porque é que o jovem vai se dispor a fazer uma leitura, se ele não consegue ver ardor na pessoa encarregada de explicar o que isso tem a ver com nossas vidas? Por que os jovens vão participar de uma paróquia onde eles não podem ser eles mesmos, e não recebem incentivo algum para prosperar? Onde o padre, a exemplo da canção de Daniel Poli, "se apega a uma única ovelha em seu rebanho, em vez de buscar as 99 perdidas"?
Não, não, não. Não são todos os jovens que estão insensíveis a Deus. São alguns dos ilustres pastores que se acomodam ao status que a função lhes dá, e apontam o pecado alheio como se não tivessem responsabilidade alguma. A Igreja tem como carisma a missão de buscar almas. E não a de esperar que elas venham por si só.
Padre Celso foi ousado. Trouxe 80 discípulos, e pediu que eles evangelizassem seu povo, pedindo que a própria comunidade os acolhesse. Isso é Igreja. Isso explica porque uma paróquia vive cheia, e outra vive pedindo para que os bancos sejam ocupados. Mais importante que uma festa de padroeiro no centro da cidade, é o espírito de missão que nos faz Igreja, sendo posto em prática.
segunda-feira, 27 de dezembro de 2010
...
Vejo isso como uma distorção dos fatos. Consciência pesada não é de todo ruim. É sinal de caráter. Geralmente os “cabeças ocas” têm consciência leve. Já que todos erramos, é bom para a saúde da alma termos do que nos arrepender. Portanto, se na ótica cristã o erro é uma alusão ao pecado, o perdão é sempre uma manifestação de Deus. É a verdade da reconciliação.
quinta-feira, 1 de abril de 2010
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
NATAL SOLITÁRIO...
Bom... confesso que não restam muitas alternativas. Os que amamos estão longe, os que nos amam não podem vir, e os que dizem nos amar simplesmente não vem por que não quer. Sobra a Missa do Galo. Meus companheiros na noite de 24 pra 25 de dezembro são cidadãos do mundo, desconhecidos, e sem qualquer vínculo afetivo comigo. Mas eles estão em casa e serão bem-vindos na tela da TV. Ouvirei atenciosamente as palavras de Bento XVI, as leituras e preces feitas em várias línguas, e as vozes do Coral da Capela Sistina. Vou rezar.
Pedir que nessa noite as pessoas se sintam consoladas, amadas, queridas, e lembradas. Ainda que estejam sozinhas. Que o amor próprio seja o bastante pra manter a vela da vida acesa em nós. E que o Menino Jesus nos abençoe. Feliz Natal!!!!
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Rabiscos de Natal...
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Absurdo...
Mas isso não é tudo. O projeto prevê ainda diárias de 750 reais pra viagens feitas à Curitiba, e cidades que ficam a mais de 200 quilômetros de Umuarama. Antes o valor dessas diárias era de 450 reais. O vereador Osni Miguel Santana (PV) que votou contra a medida, considera o aumento um exagero.
Em Maringá o prefeito recebe 480 reais para viagens à Brasília e 380 para capitais de grande porte.
Um apartamento de solteiro com televisão, ar-condicionado e frigobar num hotel 3 estrelas de Brasília custa 170 reais a diária.
domingo, 27 de setembro de 2009
Atitude...
É bíblico. No livro de Gêneses, Deus disse a Abraão: “Sai da tua terra, do meio dos seus parentes, e da casa de seu pai, e vá para a terra que eu lhe mostrarei”. (Gen 12,1).Não à toa, Abraão é considerado o Pai da Fé. Todo o povo judeu descende dele. Deus prometeu a ele uma imensidão de território. E assim foi. A única garantia que lhe foi dada foi a Palavra de Deus.
Mais um pouco de Bíblia. No livro do êxodo está escrito que os Judeus haviam sido libertos do Egito depois um grande período de escravidão. Ficaram 40 anos perambulando pelo deserto. Quando conseguiram ver a terra de onde foram levados, viram também que o território havia sido ocupado pelos filisteus e precisava ser reconquistado. Moisés tinha acabado de morrer. E diante do grande desafio, o novo líder, Josué, ouviu a seguinte ordem de Deus: “ Sou Eu que estou mandando que você seja firme e corajoso. Portanto, não tenha medo porque Seu Deus estará contigo onde quer que você já!” (Jos 1,9).
terça-feira, 22 de setembro de 2009
40 minutos...
Na cidade de Jacarezinho, norte do Paraná, houve um tempo em que a fé movia montanhas. Hoje isso não acontece mais. É o cronômetro que move a fé.Na catedral o Padre reza a missa como se narrase um jogo de futebol. Em vez de dizer "amém" eu quase gritei "gol". Parte das músicas que se ouvia normalmente, agora foram simplesmente descartadas. Se bem que isso não é de todo ruim. Já que as músicas são as mesmas há 400 anos, o silêncio soa até como acorde de bom grado.
domingo, 6 de setembro de 2009
Nada com nada...
Há certa antipatia entre mim e o segredo. Não nos gostamos. Vivemos naquela loucura: Eu tentando desvendá-lo, e ele se escondendo de mim. É como se fosse uma briga de gato e rato. Na verdade tenho medo de segredos. Sempre me dão a sensação de que, no lugar aonde eles chegam, a confiança morre.
Sei lá. Talvez eu esteja errado. Talvez tudo isso seja apenas uma justificativa para a minha curiosidade. Mas acredito, sim, que segredo e confiança são incompatíveis. Principalmente num relacionamento. Aquela coisa de cartas na mesa e jogo limpo é a saúde da boa convivência. Nada melhor do que poder ser a gente mesmo sem ter que se preocupar com isso. Sem máscaras, sem ter o que esconder. Um dia, na Igreja, ouvi dizer que Deus sabe todos os nossos segredos. Até mesmo aqueles mais ocultos. Sabe dos nossos pensamentos e sentimentos. Enfim... como diz o Salmista, Ele nos sonda. E certamente é por isso que Ele nos ama tanto. Ele nos conhece. Não se pode amar o desconhecido. Portanto, quanto maior a vontade der ser amado, tanto mais importante se deixar conhecer, falar de si, esquecer segredos. Na vida real, o mistério não faz parte do amor. Amar é revelar-se...
sábado, 4 de julho de 2009
Valores, Conquistas e perdas...
E é essencial que seja assim para os que já tem um bom emprego, uma boa vida, um bom relacionamento. Porque aqueles que desconhecem o esforço constante da consquista, acabam conhecendo a facilidade da perda.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Vivendo...
Perceba que suas atitudes são reflexos de suas expectativas. É uma relação de causa e efeito. Coisa que, certamente, traz transtornos às vezes. Mas... haverá uma maneira de se acabar com isso quando a situação não for conveniente? Talvez. Deixar de ter expectativas, por exemplo, seria uma forma de anular o efeito cancelando a causa. Um jeito meio "oriental" de se pensar. Os budistas acreditam que todo sofrimento vem do desejo. Pergunte a eles como parar de sofrer e responderão prontamente: terça-feira, 19 de maio de 2009
Passado... presente... futuro...
Perceba que aqueles que se tornam escravos do passado, se apavoram com o futuro e ignoram o presente. Esquecem-se de que o Passado não tem por hábito visitar nossa sala de estar sem que o convidemos. Mas, uma vez acomodado, de lá não sai sem que o retiremos. Nem tudo que já vivemos na vida é bem-vindo na mesa do Agora. Há fatos que tiram o apetite do momento, insistem em chamar a atenção para si. Querem permanecer e reger a história como se ela não precise ir adiante. Nos fazem perder tempo.É preciso ter consciência de que o Futuro está atrelado ao Agora. Tudo o que eu tenho está no Hoje. Esquecê-lo para ruminar as mágoas vividas e tentar, em vão, antecipar as vindouras é um convite à apatia e uma convocação à depressão. O presente é o único tempo a se conjugar de maneira efetiva na vida.
É uma questão de foco, de maturidade. E dentre outras coisas, a maturidade consiste em saber que mudar o rumo da minha história depende de mim. E que só disponho do hoje para fazer isso.
sábado, 16 de maio de 2009
vida...
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Negritude...
Hoje as escolas se mobilizam para trazer ao conhecimento dos alunos uma data histórica. Comemora-se a abolição da escravatura. A princesa Isabel é apresentada como um exemplo de fraternidade ao assinar a Lei Áurea e por fim a um período terrível da nossa história: O da escravidão legalizada. Sinceramente nunca vi motivo pra comemorar a data. Historicamente todos sabem que os negros foram libertos porque não poderia ser diferente. Houve pressão de países como a Inglaterra e tudo o mais. Interesses econômicos, e não fraternos, fizeram com que assim fosse. Esses dias recebi um questionário de uma estudante de jornalismo que mora em Londrina. O Trabalho de Conclusão de Curso dela tinha como tema “O Negro no Jornalismo”. Talvez alguém se interesse pelo bate-papo virtual:1) Conte-me um pouco sobre sua experiência profissional: ( coloque quando se formou, onde (universidade), idade (se possível) e onde trabalha hoje)
Meu nome é Fabiano Augusto de Oliveira Silva. Tenho 24 anos e sou natural de Jacarezinho-PR. Formado pela Faculdade do Norte Pioneiro – FANORPI, de Santo Antônio da Platina, em dezembro de 2006. Em abril de 2007 fui Trainne da Rede Paranaense de Televisão (RPC) em Curitiba. Depois fiz free-lance como repórter para a Editora IBPEX, também de Curitiba. Cobri férias por 3 meses na RPC/Londrina, e há 7 meses sou repórter da RPC em Umuarama.
2) Por que você se interessou pelo jornalismo ?
Sempre gostei muito de história. Mas também sempre gostei de vê-la acontecer no dia-a-dia. Acho que isso faz com que eu goste da definição do jornalista como “historiador do presente”. Gosto do gênero humano, de sua complexidade e da forma como se deixa influenciar pelas novidades do dia-a-dia.
3) Como o Jornalismo contribuiu em sua formação crítica sobre a realidade social do Brasil?
O jornalismo tem me ensinado a ler nas entrelinhas. A “ouvir” aquilo que não é dito, mas que os fatos evidenciam. Num primeiro momento ele me deu um idealismo muito grande quanto ao desejo de justiça, de fiscalizar o poder público para o bem da sociedade. Depois me deixou um tanto descrente, ao perceber que, muitas vezes, a mídia é parte da trama que faz com que as coisas estejam como estão. Finalmente, num terceiro momento, concluí que sem idealismo a profissão de jornalista perderia sua razão de ser.
4) Você teve alguma dificuldade para concluir seus estudos? Qual?
Ah sim!! Até parece clichê, mas houve a dificuldade financeira. Filho de vendedora de loja, doméstica, e desempregado na época em que comecei a fazer a faculdade, o que fiz foi uma aposta com o destino. Consegui terminar a faculdade. Mas o desafio ainda continua.
5) Você já sofreu algum tipo de preconceito, antes ou depois se tornar jornalista? Qual?
Sim. Muitas formas de preconceito ao longo da vida. Curiosamente, na faculdade, eu não dei de cara com o preconceito. Ele era sutil. Não me olhava nos olhos. Eu o percebia na forma como as pessoas se dirigiam a mim, às vezes, quando precisavam discutir a realidade brasileira. Não sabiam como abordar o assunto negritude perto de mim, o único negro da turma. Tinham medo da minha reação. Depois da faculdade, como jornalista, também não vi o preconceito como costumava ver. Às vezes o percebia no receio das pessoas, no olhar desacreditado no fato de você se apresentar como jornalista. Mas eram muito sutis.
6) Você acredita que a cor pode influenciar na posição social do individuo?
Certamente. Em Curitiba, por exemplo, são comuns anúncios que especificam que as candidatas para recepcionistas ou secretárias sejam loiras. Há um estereotipo definido. E o negro, para obter uma posição igual ao do branco, deve possuir uma capacidade muito maior intelectualmente ou comunicativa, pois no quesito cor de pele ele é visto como fora do padrão.
7) Qual a sua opinião sobre a presença do negro na mídia? tanto em participação, quanto na forma como veicula a imagem dele?
Houve uma melhora. Uma melhora longe de ser a ideal, mas houve. Alguns veículos de comunicação parecem acordar aos poucos. Sobretudo no que diz respeito à identidade do Brasil. É possível encontrar jornalistas negros em grandes veículos de comunicação. Atores em papéis que não se resumem aos estereótipos de padre, policial ou doméstica. Mas ainda falta muito. A proporção de negros no Brasil em relação aos negros atuando na mídia ainda não traduz a multiplicidade racial brasileira.
8) Na sua opinião o que justifica a ausência do negro (jornalista) na mídia?
A falta de oportunidades em todos os sentidos. Poderíamos enumerar a educação, a situação financeira do afro-brasileiro, e o próprio preconceito. Não há um fator predominante, uma vez que estão todos ligados um ao outro. Por exemplo, o negro não pode estudar por que é pobre. No meu primeiro ano de faculdade, havia uma negra na sala. Ela precisou sair da faculdade para trabalhar de doméstica no Estado de São Paulo. A falta de referências aos negros também influencia. Alguns possuem uma auto-estima muito baixa. Mas isso não é problema apenas dos negros. E sim das pessoas menos favorecidas, de modo geral.
9) Para você como funciona o preconceito Brasileiro?
No caso do preconceito contra o negro, ele se esconde por trás do mito da Democracia Racial. De um modo geral, ninguém nega a importância do negro na sociedade brasileira. Mas parece haver um consenso de que algumas coisas não são coisas que um negro deva ou possa fazer. É estranho. Nos Estados Unidos, por exemplo, há um racismo evidenciado e declarado. Mas ainda assim parece ser o melhor lugar para um negro viver. O inimigo (o preconceito, no caso) é visível. No Brasil não. Talvez por isso seja comum ver negros passivos, conformados. O medo de lutar colabora para a existência do mito.
10) O que, na sua opinião, pode ser feito para mudar esta realidade?
Tudo começa com uma auto-afirmação. Um amor por si mesmo que, consequentemente, faz com que a luta pela igualdade de condições apareça. Aqui não incluo só o negro. Até porque não podemos pensar que resolver o problema do negro equivale solucionar o problema do Brasil. Incluo os pobres, os idosos, os homossexuais, os indígenas, etc. Sem o conhecimento de si mesmo, de sua história e de seus direitos, nada pode ser feito. Sei que parece um tanto romântico e utópico isso. Mas perceba que onde as coisas são um pouco melhores que aqui, é exatamente isso que acontece.
11) Você acredita que o preconceito pode um dia tornar-se algo do passado?
Acredito que podemos mudar o conceito. O conceito de que o negro é inferior, incapaz. É só o negro parar de se ver assim. Agora, de um modo geral, vejo o preconceito como uma característica do ser humano. A mania de antecipar um perfil daquilo que ainda não conhecemos – que é minha definição de “preconceito” - não acabará jamais.
12) Como você vê a questão de cor (raça) ser uma questão de classificação em vestibulares, por exemplo?
Acho que é dizer sim ao preconceito. É como se o negro não fosse capaz e por isso lhe reservassem uma vaga no banco universitário. Há uma deficiência, sim. Mas ela não é do negro, ela se reflete nele. A deficiência é do sistema. As vagas são reservadas, os negros entram nas faculdades, e o sistema continua deficiente. Em minha opinião é legalizar um racismo às avessas. Uma espécie de hipocrisia histórica.
13) Qual a relevância de estudar a presença do negro nos diversos segmentos da sociedade atual, incluindo a presença do negro no jornalismo?
Antes de tudo o conhecimento. Fica mais difícil fazer de conta que determinada realidade não existe, na medida em que seu conhecimento é disseminado. Depois o conhecimento se torna subsídio para as cobranças. Para a “atividade”. Quanto à presença do negro no jornalismo, isso é excepcional. Pois trata-se de um modo diferente de abordar os fatos sociais. Um modo de perceber o preconceito que muitos desconhecem, simplesmente por não serem negros e não o terem sentido.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
avulso...
Sento-me diante do computador e vou vomitando as palavras. Não escrevo para que comentem, nem para impactar. Escrevo pela simples sensação de desabafo.É estranho. Mas às vezes eu encontro consolo nas palavras. Um consolo sem dor, uma paz não precedida de conflitos, uma conversa sem voz. O fato de lerem o que escrevo é secundário. Tanto é que pouquíssimas pessoas visitam meu blog. Melhor assim. Também são poucos os que me conhecem.
Escrever é uma forma de permitir que minha alma fique entreaberta. Não quero que ela se feche. Quero que me olhem e possam ter uma noção de quem sou, do que quero, no que acredito. Não deve haver mistérios demais na personalidade humana. Deixar-se conhecer é sublime, é divino.

