segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
NATAL SOLITÁRIO...
Bom... confesso que não restam muitas alternativas. Os que amamos estão longe, os que nos amam não podem vir, e os que dizem nos amar simplesmente não vem por que não quer. Sobra a Missa do Galo. Meus companheiros na noite de 24 pra 25 de dezembro são cidadãos do mundo, desconhecidos, e sem qualquer vínculo afetivo comigo. Mas eles estão em casa e serão bem-vindos na tela da TV. Ouvirei atenciosamente as palavras de Bento XVI, as leituras e preces feitas em várias línguas, e as vozes do Coral da Capela Sistina. Vou rezar.
Pedir que nessa noite as pessoas se sintam consoladas, amadas, queridas, e lembradas. Ainda que estejam sozinhas. Que o amor próprio seja o bastante pra manter a vela da vida acesa em nós. E que o Menino Jesus nos abençoe. Feliz Natal!!!!
terça-feira, 22 de dezembro de 2009
Rabiscos de Natal...
sexta-feira, 11 de dezembro de 2009
Absurdo...
Mas isso não é tudo. O projeto prevê ainda diárias de 750 reais pra viagens feitas à Curitiba, e cidades que ficam a mais de 200 quilômetros de Umuarama. Antes o valor dessas diárias era de 450 reais. O vereador Osni Miguel Santana (PV) que votou contra a medida, considera o aumento um exagero.
Em Maringá o prefeito recebe 480 reais para viagens à Brasília e 380 para capitais de grande porte.
Um apartamento de solteiro com televisão, ar-condicionado e frigobar num hotel 3 estrelas de Brasília custa 170 reais a diária.
domingo, 27 de setembro de 2009
Atitude...

Não à toa, Abraão é considerado o Pai da Fé. Todo o povo judeu descende dele. Deus prometeu a ele uma imensidão de território. E assim foi. A única garantia que lhe foi dada foi a Palavra de Deus.
Mais um pouco de Bíblia. No livro do êxodo está escrito que os Judeus haviam sido libertos do Egito depois um grande período de escravidão. Ficaram 40 anos perambulando pelo deserto. Quando conseguiram ver a terra de onde foram levados, viram também que o território havia sido ocupado pelos filisteus e precisava ser reconquistado. Moisés tinha acabado de morrer. E diante do grande desafio, o novo líder, Josué, ouviu a seguinte ordem de Deus: “ Sou Eu que estou mandando que você seja firme e corajoso. Portanto, não tenha medo porque Seu Deus estará contigo onde quer que você já!” (Jos 1,9).
terça-feira, 22 de setembro de 2009
40 minutos...

Na catedral o Padre reza a missa como se narrase um jogo de futebol. Em vez de dizer "amém" eu quase gritei "gol". Parte das músicas que se ouvia normalmente, agora foram simplesmente descartadas. Se bem que isso não é de todo ruim. Já que as músicas são as mesmas há 400 anos, o silêncio soa até como acorde de bom grado.
domingo, 6 de setembro de 2009
Nada com nada...
Há certa antipatia entre mim e o segredo. Não nos gostamos. Vivemos naquela loucura: Eu tentando desvendá-lo, e ele se escondendo de mim. É como se fosse uma briga de gato e rato. Na verdade tenho medo de segredos. Sempre me dão a sensação de que, no lugar aonde eles chegam, a confiança morre.
Sei lá. Talvez eu esteja errado. Talvez tudo isso seja apenas uma justificativa para a minha curiosidade. Mas acredito, sim, que segredo e confiança são incompatíveis. Principalmente num relacionamento. Aquela coisa de cartas na mesa e jogo limpo é a saúde da boa convivência. Nada melhor do que poder ser a gente mesmo sem ter que se preocupar com isso. Sem máscaras, sem ter o que esconder. Um dia, na Igreja, ouvi dizer que Deus sabe todos os nossos segredos. Até mesmo aqueles mais ocultos. Sabe dos nossos pensamentos e sentimentos. Enfim... como diz o Salmista, Ele nos sonda. E certamente é por isso que Ele nos ama tanto. Ele nos conhece. Não se pode amar o desconhecido. Portanto, quanto maior a vontade der ser amado, tanto mais importante se deixar conhecer, falar de si, esquecer segredos. Na vida real, o mistério não faz parte do amor. Amar é revelar-se...
sábado, 4 de julho de 2009
Valores, Conquistas e perdas...
E é essencial que seja assim para os que já tem um bom emprego, uma boa vida, um bom relacionamento. Porque aqueles que desconhecem o esforço constante da consquista, acabam conhecendo a facilidade da perda.
segunda-feira, 1 de junho de 2009
quinta-feira, 28 de maio de 2009
Vivendo...

terça-feira, 19 de maio de 2009
Passado... presente... futuro...

É preciso ter consciência de que o Futuro está atrelado ao Agora. Tudo o que eu tenho está no Hoje. Esquecê-lo para ruminar as mágoas vividas e tentar, em vão, antecipar as vindouras é um convite à apatia e uma convocação à depressão. O presente é o único tempo a se conjugar de maneira efetiva na vida.
É uma questão de foco, de maturidade. E dentre outras coisas, a maturidade consiste em saber que mudar o rumo da minha história depende de mim. E que só disponho do hoje para fazer isso.
sábado, 16 de maio de 2009
vida...
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Negritude...

1) Conte-me um pouco sobre sua experiência profissional: ( coloque quando se formou, onde (universidade), idade (se possível) e onde trabalha hoje)
Meu nome é Fabiano Augusto de Oliveira Silva. Tenho 24 anos e sou natural de Jacarezinho-PR. Formado pela Faculdade do Norte Pioneiro – FANORPI, de Santo Antônio da Platina, em dezembro de 2006. Em abril de 2007 fui Trainne da Rede Paranaense de Televisão (RPC) em Curitiba. Depois fiz free-lance como repórter para a Editora IBPEX, também de Curitiba. Cobri férias por 3 meses na RPC/Londrina, e há 7 meses sou repórter da RPC em Umuarama.
2) Por que você se interessou pelo jornalismo ?
Sempre gostei muito de história. Mas também sempre gostei de vê-la acontecer no dia-a-dia. Acho que isso faz com que eu goste da definição do jornalista como “historiador do presente”. Gosto do gênero humano, de sua complexidade e da forma como se deixa influenciar pelas novidades do dia-a-dia.
3) Como o Jornalismo contribuiu em sua formação crítica sobre a realidade social do Brasil?
O jornalismo tem me ensinado a ler nas entrelinhas. A “ouvir” aquilo que não é dito, mas que os fatos evidenciam. Num primeiro momento ele me deu um idealismo muito grande quanto ao desejo de justiça, de fiscalizar o poder público para o bem da sociedade. Depois me deixou um tanto descrente, ao perceber que, muitas vezes, a mídia é parte da trama que faz com que as coisas estejam como estão. Finalmente, num terceiro momento, concluí que sem idealismo a profissão de jornalista perderia sua razão de ser.
4) Você teve alguma dificuldade para concluir seus estudos? Qual?
Ah sim!! Até parece clichê, mas houve a dificuldade financeira. Filho de vendedora de loja, doméstica, e desempregado na época em que comecei a fazer a faculdade, o que fiz foi uma aposta com o destino. Consegui terminar a faculdade. Mas o desafio ainda continua.
5) Você já sofreu algum tipo de preconceito, antes ou depois se tornar jornalista? Qual?
Sim. Muitas formas de preconceito ao longo da vida. Curiosamente, na faculdade, eu não dei de cara com o preconceito. Ele era sutil. Não me olhava nos olhos. Eu o percebia na forma como as pessoas se dirigiam a mim, às vezes, quando precisavam discutir a realidade brasileira. Não sabiam como abordar o assunto negritude perto de mim, o único negro da turma. Tinham medo da minha reação. Depois da faculdade, como jornalista, também não vi o preconceito como costumava ver. Às vezes o percebia no receio das pessoas, no olhar desacreditado no fato de você se apresentar como jornalista. Mas eram muito sutis.
6) Você acredita que a cor pode influenciar na posição social do individuo?
Certamente. Em Curitiba, por exemplo, são comuns anúncios que especificam que as candidatas para recepcionistas ou secretárias sejam loiras. Há um estereotipo definido. E o negro, para obter uma posição igual ao do branco, deve possuir uma capacidade muito maior intelectualmente ou comunicativa, pois no quesito cor de pele ele é visto como fora do padrão.
7) Qual a sua opinião sobre a presença do negro na mídia? tanto em participação, quanto na forma como veicula a imagem dele?
Houve uma melhora. Uma melhora longe de ser a ideal, mas houve. Alguns veículos de comunicação parecem acordar aos poucos. Sobretudo no que diz respeito à identidade do Brasil. É possível encontrar jornalistas negros em grandes veículos de comunicação. Atores em papéis que não se resumem aos estereótipos de padre, policial ou doméstica. Mas ainda falta muito. A proporção de negros no Brasil em relação aos negros atuando na mídia ainda não traduz a multiplicidade racial brasileira.
8) Na sua opinião o que justifica a ausência do negro (jornalista) na mídia?
A falta de oportunidades em todos os sentidos. Poderíamos enumerar a educação, a situação financeira do afro-brasileiro, e o próprio preconceito. Não há um fator predominante, uma vez que estão todos ligados um ao outro. Por exemplo, o negro não pode estudar por que é pobre. No meu primeiro ano de faculdade, havia uma negra na sala. Ela precisou sair da faculdade para trabalhar de doméstica no Estado de São Paulo. A falta de referências aos negros também influencia. Alguns possuem uma auto-estima muito baixa. Mas isso não é problema apenas dos negros. E sim das pessoas menos favorecidas, de modo geral.
9) Para você como funciona o preconceito Brasileiro?
No caso do preconceito contra o negro, ele se esconde por trás do mito da Democracia Racial. De um modo geral, ninguém nega a importância do negro na sociedade brasileira. Mas parece haver um consenso de que algumas coisas não são coisas que um negro deva ou possa fazer. É estranho. Nos Estados Unidos, por exemplo, há um racismo evidenciado e declarado. Mas ainda assim parece ser o melhor lugar para um negro viver. O inimigo (o preconceito, no caso) é visível. No Brasil não. Talvez por isso seja comum ver negros passivos, conformados. O medo de lutar colabora para a existência do mito.
10) O que, na sua opinião, pode ser feito para mudar esta realidade?
Tudo começa com uma auto-afirmação. Um amor por si mesmo que, consequentemente, faz com que a luta pela igualdade de condições apareça. Aqui não incluo só o negro. Até porque não podemos pensar que resolver o problema do negro equivale solucionar o problema do Brasil. Incluo os pobres, os idosos, os homossexuais, os indígenas, etc. Sem o conhecimento de si mesmo, de sua história e de seus direitos, nada pode ser feito. Sei que parece um tanto romântico e utópico isso. Mas perceba que onde as coisas são um pouco melhores que aqui, é exatamente isso que acontece.
11) Você acredita que o preconceito pode um dia tornar-se algo do passado?
Acredito que podemos mudar o conceito. O conceito de que o negro é inferior, incapaz. É só o negro parar de se ver assim. Agora, de um modo geral, vejo o preconceito como uma característica do ser humano. A mania de antecipar um perfil daquilo que ainda não conhecemos – que é minha definição de “preconceito” - não acabará jamais.
12) Como você vê a questão de cor (raça) ser uma questão de classificação em vestibulares, por exemplo?
Acho que é dizer sim ao preconceito. É como se o negro não fosse capaz e por isso lhe reservassem uma vaga no banco universitário. Há uma deficiência, sim. Mas ela não é do negro, ela se reflete nele. A deficiência é do sistema. As vagas são reservadas, os negros entram nas faculdades, e o sistema continua deficiente. Em minha opinião é legalizar um racismo às avessas. Uma espécie de hipocrisia histórica.
13) Qual a relevância de estudar a presença do negro nos diversos segmentos da sociedade atual, incluindo a presença do negro no jornalismo?
Antes de tudo o conhecimento. Fica mais difícil fazer de conta que determinada realidade não existe, na medida em que seu conhecimento é disseminado. Depois o conhecimento se torna subsídio para as cobranças. Para a “atividade”. Quanto à presença do negro no jornalismo, isso é excepcional. Pois trata-se de um modo diferente de abordar os fatos sociais. Um modo de perceber o preconceito que muitos desconhecem, simplesmente por não serem negros e não o terem sentido.
sexta-feira, 1 de maio de 2009
avulso...

É estranho. Mas às vezes eu encontro consolo nas palavras. Um consolo sem dor, uma paz não precedida de conflitos, uma conversa sem voz. O fato de lerem o que escrevo é secundário. Tanto é que pouquíssimas pessoas visitam meu blog. Melhor assim. Também são poucos os que me conhecem.
Escrever é uma forma de permitir que minha alma fique entreaberta. Não quero que ela se feche. Quero que me olhem e possam ter uma noção de quem sou, do que quero, no que acredito. Não deve haver mistérios demais na personalidade humana. Deixar-se conhecer é sublime, é divino.
sexta-feira, 17 de abril de 2009
Tezza

- Fabiano! Precisamos fazer uma entrevista com o Cristovão Tezza. Ele está concorrendo ao prêmio Jabuti de literatura, na categoria de melhor romance, com o livro "O Filho Eterno".
- Cristovão "o quê"? - Perguntei completamente fora de órbita, e confessando minha total ignorância.
- Tezza. T. E. Z. Z. A. Tezza! Entendeu?
- Entendi, sim. Passa o endereço dele que a gente já segue pra lá.
A sala de estar era modesta. Uma mesa, cadeiras, e algumas poltronas. Mas o que mais chamava a atenção eram os livros espalhados por todo canto. Os Irmãos Karamazov dividiam espaço com Dom Casmurro como se a Rússia fizesse fronteira com o Brasil, e Machado de Assis fosse vizinho de Dostoievski. Tinha também Platão, Goethe, Drummond... a lista seria maior se o escritor não retornasse apressado no exato momento de minha contemplação.
- Tem sido assim nos últimos dias - Disse ele. Sem conseguir esconder que estava um pouco sem jeito o assédio - E então? Como vai ser a entrevista?
Enquanto o Gil regulava a câmera, e o Júlio colocava o microfone de lapela no escritor, eu tentava descobrir um pouco mais sobre Cristóvão Tezza. Descobri que ele era professor de literatura na Universidade Federal do Paraná, tem obras lançadas na Espanha e Portugal, e escrevera "O Filho Eterno" inspirado no filho que é portador de síndrome de down. Além disso seus textos podem ser vistos semanalmente no jornal "Gazeta do Povo".
Eu não sei se eram os olhos grandes dele, mas Tezza me parecia assustado. Cheguei achar que talvez aquele homem não tivesse noção de que se tornara uma referência literária em todo país. Depois mudei de idéia. Seria como subestimar a inteligência dele. O escritor começou a entrevista um pouco tímido. Mas Tezza foi ficando teso ao perceber que toda a conversa girava em torno de sua obra. Falou com propriedade; como progenitor de uma obra que certamente contagiará os leitores mais afoitos.
A única coisa que me deixou triste é que achei que ele me daria um exemplar do tão badalado livro. Cheguei a imaginar a cena. Um pequeno devaneio:
- Olha. Eu agradeço a entrevista e gostaria de presenteá-los com meu livro. Espero que gostem. Vou até autografá-los. Como é mesmo seu nome? Cristiano, né?
Mas não rolou nada disso. Tudo que me foi dado foi a oportunidade de folhear o livro. Não tem problema. Afinal, a leitura no Brasil precisa ser incentivada. Compremos livros, minha gente. Na semana passada comprei meu exemplar de "O Filho Eterno". A obra não só ganhou o Prêmio Jabuti de literatura, mas ganhou também: Prêmio Portugal Telecom, Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte (APCA) - melhor obra de ficção, Prêmio Bravo - Livro do Ano, 1º lugar Prêmio São Paulo de Literatura - Melhor livro do ano 2008, e por aí vai.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
ovo...

Dentro do ovo há vida. Ela ainda não é visível. Mas está lá. E fazer com que a vida saia da casca pronta para se deixar consumir pelo tempo depende da forma como o ovo é aquecido. Exige tempo, dedicação, paciência, zelo. Chegue perto de uma galinha choca e entenderá bem o que é isso. A Páscoa é a fertilidade vindo à tona depois de ter sido "chocada" pelas intempéries da vida. Pelas dores, sofrimentos, tombos, atitudes, e situações que mexem conosco de tal forma que não há outra coisa a fazer a não ser recomeçar.
A imagem do ovo também me traz à mente a atitude do cara que não soube lidar com as amarguras do dia-a-dia e se fechou numa casca, numa redoma. Resolveu preservar a vida. Esqueceu que vida que passa intacta é a contrariedade sem sentido. Vida boa é a que se consome. É aquela que passa o tempo necessário dentro do ovo, mas que reconhece que uma hora é preciso romper com a casca e ganhar o mundo. É a que recomeça depois das decepções, das lágrimas, das expectativas não superadas. É a que ressurge quando todos já a julgavam morta.
Que seja assim pra todos nós!!! Feliz Páscoa!!!
domingo, 29 de março de 2009
...

O espelho será meu iterlocutor. Talvez me fale sobre verdades escondidas, feridas camufladas, respostas indizíveis. É o que acontece quando se busca intimidade. Procura-se o que as palavras não dizem mas os atos denunciam.
É como se fosse um exame de consciência. Saber fazer bom uso da solidão. Sim. É exatamente isso: Aproveitar o tempo em que as pessoas nos abandonam entregues a nós mesmos e crescer. Crescer enquanto as pessoas se ocupam do ofício do egoísmo. Do excesso do amor próprio, que faz tão mal quanto a falta do amor. Crescer quando tudo converge para que a depressão se aloje, a tristeza encontre espaço, e a chateação se instale. Crescer com a consciência de que cada um de nós tem o "Eu". Uma ótima companhia quando se deixa conhecer.
sábado, 28 de março de 2009
Sinônimos

A arte de transformar a tempestade em maresia
Sim! Pois o que é o amor senão um tufão em nosso ser?
Chuva que rega os corações
e faz brotar todo o afã
É poesia de Camões... é música de Djavan
Poesia é viver contigo uma história mais bela que os mitos... musa dos meus escritos.
E nossas vidas, um só verso no universo,
pelo tino do destino se faz içar... quiçá
E então aspiro à poesia
E digo nos versos ainda anônimos: Aspiro a você
Pois você e a poesia são sinônimos!!!
segunda-feira, 23 de março de 2009
Sertanejo

Discordo por completo. A dor do amor se cura é com amor próprio. Não queira que uma outra pessoa faça por você aquilo que só você pode fazer por si mesmo. Não seja egoísta. Quando você se relaciona com outra pessoa, saiba que ela quer pra ela a mesma atenção que você quer pra si. Ela espera reciprocidade, e não uma via de mão única. Não há relação que dure quando um só dá, e não recebe. E quem quer curar a dor do amor quer apenas receber do outro, como se ele fosse um remédio. Não tem o que dar.
Parece mentira. Mas poucas pessoas se dão conta de que uma relação madura é aquela em que não é preciso cobrar atenção nem cumplicidade. Em que a conversa é tão necessária quanto os beijos, abraços, e carinhos. O amor só se torna cura quando não é visto como remédio, e sim como o amor em si mesmo. Não é por acaso que Kalil Gibran escreveu que o amor se basta.
Tudo bem... mas o que o trecho da “boate azul” tem a ver com isso? Tudo.
Querendo, ou não, trazemos conosco resquícios de nossos relacionamentos passados. Traumas, medos, hábitos, expectativas...
Criamos bloqueios, firmamos conceitos. Somos a soma dos nossos casos antigos. E aí, quando nos envolvemos com outra pessoa, vemos que não somos tampa de panela de ninguém. Isso é lenda. Na prática eu tenho que me moldar ao outro e o outro tem que se moldar a mim. Somente através desse esforço será possível que haja o “nós”. Caso contrário a relação é apenas uma mera conveniência, em que os pronomes continuam no singular: Eu e Tu. Estar realmente aberto pra alguém implica superar os traumas passados, os medos antigos. Estar realmente aberto a alguém é se permitir partilhar, conviver, conhecer. E essa é a atitude que só a pessoa pode tomar.
E o que é que determina isso? O tempo? A intensidade do sentimento? Acho que nem uma coisa nem outra. Certamente isso tudo ajuda, mas não determina. Acredito que essa abertura tem mais a ver com caráter e sinceridade consigo mesmo do que qualquer outra coisa.
E como comecei com música, encerro com Almir Sater e a sabedoria cabocla: "Ando devagar porque já tive pressa... e levo esse sorriso porque já chorei demais!!!"
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009
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Os textos de Santo Agostinho sempre me fascinaram. Eles expressam uma sinceridade que desnuda o homem por trás do bispo. O ser humano por trás do santo. Agostinho vivia o tempo todo lutando contra as fraquezas que o afligia, tinha consciência de sues limites. A história dele fez com que eu mudasse meu conceito de ser humano. Ser “pessoa” dá trabalho. Há momentos em que a nossa humanidade se faz demasiadamente humana e encontramos em nós uma fraqueza que não parece ser nossa. É quando nos deparamos com a realidade de ser o que se é.
Eu, vez ou outra, me deparo com o medo. Pode até parecer uma simples figura de linguagem, ou um pleonasmo, mas não é. O medo me amedronta. Tenho medo de não ser últil para aqueles que amo. Acredito que somos aquilo que deixamos como marcas na vida das pessoas e temo não conseguir deixar nada de bom. Tenho medo de falhar justo na hora em que alguém precisar do meu sorriso, do meu afeto, do meu abraço. Tenho medo de passar em branco.
domingo, 18 de janeiro de 2009
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Mentiras de Amor
Normalmente acontece quando o sujeito se encontra num dilema. Quer saber se a namorada realmente o ama, e qual é o tamanho desse amor. Uma mistura de carência com insegurança. É aí que ele tem a espetacular idéia de de testar o amor da parceira.
- Sabe a Júlia? Aquela que era minha namorada quando a gente se conheceu? Ela me procurou. Disse que não consegue viver sem mim. É mole?
É bom ressaltar que Júlia, a ex-namorada, não quer vê-lo nem pintado de ouro. Não se falam há meses. Mas ele sabe que a atual morre de cíumes da ex.
- Quem essa galinha pensa que é? - grita ela - Ela não sabe que estamos juntos? Não poderia ao menos respeitar nosso namoro?. Olha... eu não admito esse tipo de coisa.
O ego do garanhão sobe a mais de mil pés de altura. Mas ele precisa manter o teatro. Encerrar o ato com atuação magistral.
- Minha querida!! Eu disse pra ela que me deixe em paz. Dei um basta nessas atitudes dela.
Enquanto ele diz isso com um semblante todo sério, o narciso que há dentro dele repete sem parar, orgulhoso de um plano bem-sucedido.
- Ela me ama!
Mal sabe ele que, da mesma maneira que a confiança num namoro é feita de pequenas verdades, as mentiras pouco a pouco desgastam. Não são as grandes mancadas que acabam com os relacionamentos. São as mentiras bobas. Essas que a gente costuma achar que servem para apimentar a relação. Um dia os fatos inventados se transformam em verdade. Aí o parceiro (a), cansado (a), dá um basta. Afinal de contas ela não sabe que você mentiu todas as outras vezes. Acha que a pessoa te procurou pela enésima vez, quando na verdade foi a primeira. E que você não foi capaz de colocá-la no lugar dela. Não adianta mais reclamar. O cristal se quebrou.
O galã achou que colhia provas de amor. Na verdade ele semeava veneno no próprio jardim.